Previna-se contra o câncer de pele
Do Diário OnLine
De acordo com especialistas, esta é a doença de verão mais perigosa, portanto, requer atenção especial. “O câncer de pele é mais comum em pessoas de pele clara e acima de 40 anos, que ficam muito tempo expostas ao sol. Poucos sabem, mas a doença é provocada devido à ação acumulativa do raio solar durante toda a vida. Essa exposição pode destruir os tecidos da pele até atingir as cartilagens e os ossos”, explica o dermatologista Rinaldo Nikita.
Concordando com o dermatologista, a farmacêutica responsável pelo FarmaIMES, Cristina Vidal, também ressalta que, no verão, a intensidade dos raios ultravioletas (UVA e UVB) é maior e requer proteção em dobro. “Todas as pessoas devem usar filtro solar, acima do fator 15, quando estão expostas ao sol. Abaixo desse fator, a pessoa não estará protegida do acúmulo de sol. Embora a prática não seja comum, essa é a melhor maneira de evitar a doença”.
Segundo Nikita, há três tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. “O primeiro é o mais perigoso, trata-se de uma mancha escura que não depende necessariamente do sol para se manifestar e pode levar a morte do paciente. O segundo tipo é mais comum, localiza-se geralmente no rosto. E, o terceiro tipo merece uma atenção especial, é comum nos braços, pernas e couro cabeludo. Inicia-se com uma pequena lesão que aumenta gradativamente. Precisa de cuidados adequados para evitar maiores complicações”.
De acordo com levantamento feito anualmente pelo Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele no país, os números da doença não param de crescer. Do total de 37.853 pacientes examinados na última campanha contra a doença, 6,4% tinha o câncer de pele do tipo carcinoma basocelular, 1,2% era carcinoma espinocelular (desse total, 0,5% se tratava de tumores maligno) e 0,4% outros tumores. Segundo dados do I NCA ( Instituto Nacional do Câncer), a previsão é de que, até o final desse ano, 119 mil casos da doença sejam registrados.
O dermatologista ressalta que qualquer alteração na pele, como manchas avermelhadas, com texturas diferentes e que crescem de acordo com o tempo, qualquer ferida que não cicatriza e apresente coceira, sangramento ou crostas podem ser algum tipo de câncer de pele. “Neste caso, um médico deve ser consultado com urgência. Ressalto: a prevenção é o melhor remédio e o diagnóstico antecipado garante que o paciente se cure sem grandes dificuldades”.
COMO PREVINIR O CÂNCER DE PELE |
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, algumas medidas de proteção devem ser adotadas para evitar exposição direta ao sol e prevenir o câncer de pele. Siga as dicas:
- Uso de chapéus, camisetas e protetores solares;
- Deve ser evitada a exposição solar entre 10 e 16h (horário de verão);
- As tendas/barracas feitas nas praias devem ser de tecidos de algodão ou lona, pois absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira de apenas 5%;
- Uso de óculos escuros para evitar que os olhos estejam em contato direto com o sol, evitando doenças comuns na retina;
- Evite o bronzeamento artificial, pois as luzes ultravioletas emitidas pelas lâmpadas causam queimaduras semelhantes à solar, propiciando o envelhecimento precoce e o câncer de pele;
- Independente da tonalidade da pele, o uso de filtros solares é imprescindível. O ideal é que o fator de proteção solar seja, no mínimo, 15. Sugere-se que a aplicação seja feita a cada duas horas;
Consulte periodicamente um dermatologista. O câncer de pele tem cura, mas deve ser tratado a tempo. |
Reportagem: Rita Donato
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